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  Virei Pingüim



MIGRAÇÃO

GALERA, EM BUSCA DE UM ESPAÇO MAIOR, COM NOVOS ARES, E MUITO MAIS LIBERDADE, MIGREI O BLOG PARA http://vireipinguim.spymac.net/blog/.

SEJAM TODOS BEM-VINDOS À MINHA NOVA CASA.



Escrito por Brisa às 15h12
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Acompanhando o carnaval

Que maravilha acordar após uma noite bem dormida. O corpo amanhece revitalizado.

Passei a manhã inteira passando pra o computador todos os textos escritos durante a viagem a Estocolmo. Parecia que não ia acabar nunca. Aí depois tive que selecionar as imagens que entrariam no blog. Uma trabalheira danada porque ainda precisei diminuir a resolução de boa parte delas. Finalmente consegui atualizar tudo.

Estou com pouquíssimo espaço de memória sobrando pra o meu blog. Então vou ter que excluir algumas imagens. Uma pena, porque eu realmente estava gostando da idéia de ter uma foto que ilustrasse bem cada post. Mas não tem jeito. Ou excluo ou não poderei mais usar o blog. Marquei a primeira opção.

Durante a tarde andei visitando alguns blogs, especialmente o de brasileiros vivendo aqui na Suécia. Muito legal ver pessoas na mesma situação que a minha, longe do Brasil, da família, dos amigos, mas se adaptando numa boa à nova vida. Vale a pena acompanhar esses blogs, porque a gente se espelha e se inspira na coragem e determinação dos outros e percebe que o mesmo processo acontece com a gente.

Hoje me lembrei de ver a quantas anda o carnaval de Salvador. Sei que a cidade está fervendo, com muita animação, muita alegria e, é claro, muita música ruim. Mas eu vou reconsiderar essa minha última citação e vou ressaltar que pra quem está fora do Brasil, só de ver a festa já dá uma sensação maravilhosa.

Coincidentemente, recebi hoje um e-mail de uma amiga, Sabrina, me passando o link do site oficial do carnaval de Salvador, www.carnaval.salvador.ba.gov.br, pra que eu acompanhasse a transmissão ao vivo pela internet. Infelizmente, não está funcionando aqui. Alguma incompatibilidade que ainda não descobri.

Resolvi entrar no Terra (www.terra.com.br). Finalmente conseguir ver algo. Chiclete com Banana no Campo Grande. A qualidade do vídeo não está muito legal, e tem vezes que o áudio fica fora de rotação.

Os estrangeiros só podem ficar enlouquecidos com tanta gente na rua, tanta música, tanta dança diferente, tanta alegria em 7 dias seguidos de festa.

Eu vou tentar acessar o site do Terra pra ver se a transmissão está melhor agora. Se o sono não atacar, vou conversar com Henrik no MSN (ele está no trabalho) e em seguida dormir. Não vou mentir que já estou meio sonolenta aqui. Vamos ver se com o vídeo do carnaval eu fico mais alerta.

Aproveitem a festa, pessoal!

Ooooooooooops! Voltei só pra dizer que a transmissão do Terra está excelente! Fui!

 



Escrito por Brisa às 21h31
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DOMINGO, 22/02/94 - Até breve, Estocolmo (post com atraso)

Dia de dar “tchau” a Estocolmo. Acordamos e começamos a arrumação pra volta. É sempre assim, na hora de fechar a sacola parece que estamos voltando com o dobro de roupa. Não deu outra, ficaram de fora um saco com roupas sujas e meu caderno do blog, que tive que levar na mão mesmo.

Pra quem deve estar se perguntando “o que é o caderno do blog”, é onde estou escrevendo os textos da viagem.

Depois da “bagagem” toda pronta, hora de deixar o apartamento de Connie nos trinques. Cozinha impecável, banheiro perfumado, tudo muito bem aspirado.

Antes de pegar estrada, passamos no apartamento de Krister e Lina. Almoçamos por lá, conversamos um pouco, pegamos o XBOX e então fomos embora.

A viagem começou às 12h30. Maior céu claro e sol imperando em quase todo o caminho. Só pegamos neve a umas 2 horas de Lund. Dessa vez, paramos 4 vezes: pra fazer pipi e comprar lanche (salgadinho, chocolate, refrigerante e água); pra fazer pipi novamente; pra abastecer; pra lanchar no Mc Donald’s. Chegamos em casa às 18h30. 6 horas de viagem com as paradas, ou seja, numa reta faríamos o percurso em 5 horas e meia.

Henrik foi logo instalar o XBOX. Jogamos “Need for Speed”, corrida de carros, o tipo de jogo que mais gosto. Posso me exibir dizendo que estou cada vez melhor dirigindo o meu Eclipse. Hahaha... só em jogo mesmo.

Quando deu 21h, interrompemos para assistir “Sex and The City”. Hoje nos demos conta de uma coisa: todos os episódios são fartos em gastronomia.  As meninas não param a boca. Cenas em restaurantes chiques, pizzarias, bares, carrinhos de cachorro-quente. Isso nos afetou tanto hoje que, assim que acabou o programa, fomos numa loja de conveniência comprar mini-pizzas. Pepperoni e queijo com presunto. Esquentamos no microondas e comemos com uma Fanta Laranja bem gelada. Estou empanzinada agora e escrevendo esse texto com uma trilha sonora muito agradável, de tiros e gritos. Henrik está aqui jogando “Halo”, o tipo de jogo que menos gosto.

Bom, vou terminar minha Fanta e imaginar meu dia amanhã, passando pra o computador todos os textos do meu caderno. Que trabalheira! Mas é assim mesmo, pelo menos o blog vai estar atualizado e com muitas novidades.

Hej då (tchau)!

 



Escrito por Brisa às 13h00
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SÁBADO, 21/02/04 - É dia de Stampen (post com atraso)

Dormi super bem essa noite e acordei às 10h. Que sensação de tempo perdido, mas eu estava mesmo precisando dormir por algumas horas a mais.

Depois de tanto tempo sem curtir um som ao vivo, hoje matei a vontade. Lund não é uma cidade com vida cultural ativa, então Estocolmo seria o lugar certo pra aproveitar. Fomos ao centro da cidade, ou melhor, na parte mais antiga de Estocolmo, numa famosa casa de jazz, “Stampen” (www.stampen.se). Marcamos às 15h lá pra encontrar Connie e Flávio. O lugar é altamente “underground”, com um monte de instrumentos musicais, gaiolas, caixas de som, pendurados pelo teto.

Vários músicos, profissionais e amadores, se revezam na apresentação. Muito jazz e blues. Um piano das antigas, um contrabaixo bem envelhecido, juntos com guitarras, baixos, bateria, sax e trompetes bem mais modernos. Legal ver esse contraste. Legal ver, também, que a idade não é obstáculo pra quem gosta de música. Um menino de 8 anos na harmônica e um baterista de 12 anos foram um show à parte. Não tocaram juntos, estavam acompanhando músicos de meia-idade, jovens de 25-30 anos, enfim, uma mistura que agradou todo mundo.

O baterista de 12 anos me chamou muito a atenção. Ele se apresentou umas 6 vezes. Tem a experiência de um adulto, com muita segurança, excelente capacidade de improvisação, grande desenvoltura e, sobretudo, personalidade musical. Percebi o quanto que ele gosta mesmo de música. Quando não estava tocando, estava atento, observando como cada músico tocava.

Adorei ver que meninos tão novinhos curtindo esse tipo de música. Mais que curtindo, aliás, experimentando, praticando.

Na platéia, gente também de todas as idades. Incluindo 2 caras, na faixa dos 25-30 anos, em cadeiras de rodas, provando que debilidade mental não anula a vida ativa nem a sensibilidade de ninguém. Eles curtiram bastante aquela tarde.

Deixamos “Stampen” às 18h, quando o evento se encerra. Eu estava com a coluna e as pernas doendo, porque fiquei 3 horas em pé e limitando meus movimentos, porque a casa estava lotada.

Seguimos então para o apartamento de Flávio, que nos preparou um jantar tipicamente italiano (até na quantidade de pratos). Começamos com carpaccio recheado com mussarela de búfala e tomate seco. Hmmm... uma maravilha! Depois espaguete com um molho à base de tomate e caldo de carne. Em seguida, uma carne ensopada com salada crua. Por fim, um sorvete de baunilha acompanhado de frutas diversas e tabletes de chocolate amargo. Tudo bem fino e muito gostoso. Me senti um balão depois de todo esse banquete.

Conhecemos o filho de Flávio, Danieli (não escrevi errado, o nome é masculino mesmo). Ele tem 15 ou 16 anos e é uma gracinha. Diferente do meninos da idade dele porque tem um conhecimento profundo sobre cinema. Conhece tudo sobre direção, produção, enredo, domina mesmo o assunto. Tem uma inteligência anormal. Quando você conversa com ele, tem a impressão que está diante de um cineasta com muitos anos de estrada. O jeito dele falar, a forma como se expressa, qualquer um percebe como ele é especial.

Fala sueco, inglês (absoluta fluência), francês e italiano. Imagine quando esse menino estiver com uns 20 anos.

Ficamos no apartamento até às 23h, então pegamos o trem e depois o metrô pra voltar pra casa. Chegamos sonolentos, Henrik principalmente, que se acabou na cerveja, no vinho e até numa dose de Martini. Ainda bem que isso foi só pra comemorar o passeio.

Hora de descansar porque amanhã estaremos na estrada de novo, voltando pra Lund.

 



Escrito por Brisa às 12h57
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SEXTA, 20/02/04 - Museu de Arte Moderna e Arquitetura (post com atraso)

Sexta-feira em Estocolmo, programa é o que não falta. Mesmo sabendo qual seria o plano pra hoje, fui conferir a parte de cultura do jornal. Inacreditável a lista com as opções de lazer: várias peças e ótimos filmes em cartaz, um monte de show interessante (jazz, blues, pop, e até música brasileira), museus até dizer “chega!”, várias exposições de arte. A lista parece não ter fim.

Mas, como disse antes, já tínhamos programa pra hoje. No início da tarde fomos encontrar Connie, Bjarne, Sofie e, mais tarde, Krister, no Museu de Arte Moderna e Arquitetura de Estocolmo. Imenso, com não sei quantas salas, café-bar, restaurante, uma coisa de outro mundo. Só uma coisa me deixou mais surpresa: que também tem um monte de picareta por aqui. Está certo que eu não tenho gabarito para julgar e analisar obras de arte, mas não sou tapada e tenho um senso crítico apurado. Pegar uma tela, dividir em três triângulos, pintar cada um de uma cor diferente e chamar isso de “arte” a ponto de estar naquele museu, aí já é demais pra mim. Posso então me considerar a pintora do século, porque vou além daqueles triângulos sem criatividade e sem graça. Pegaram um bode empalhado, pintaram a cara e botaram um pneu na cintura. Massa! Vou pegar um jegue, botar uma coroa, pintar o rabo e colocar no MAM, no Solar da Unhão, pra testar a repercussão. Me poupem, me economizem, me deixem.

Em termos de conteúdo, o museu me decepcionou. Poucas telas me agradaram e pouquíssimas esculturas. Gostei mesmo foi da parte de arquitetura, com as maquetes. Aí sim, tudo muito bem feito, totalmente à mão, com detalhes impecáveis e perfeição absoluta. Fez valer a visita ao museu.

Depois seguimos pra o apartamento de Krister, onde passamos o resto da tarde conversando e jogando video-game. Dessa vez, caímos no “Mario Kart”, muito divertido, apesar de eu não ter conseguido ganhar uma única corrida.

Antes das 19h saímos pra jantar. Sessão elieltagem: fomos de metrô. Foi tão rápido que mal deu pra curtir o passeio. Hehehe... Em 5 minutos já estávamos no “Fridays”, bar americano em pleno centro da cidade.

Super legal, muito bem ambientado e com um cardápio bem atraente. Lina chegou uns 20 minutos depois e se juntou a nós.

Entrada: asas de frango empanadas com um molho apimentado e creme de gorgonzola. Delicioso. Pedi como prato principal mini-sanduíches de queijo, presunto, bacon, tomate e alface, acompanhados de batata-frita.

Eu estava faminta. Pior que todo mundo acabou antes de mim, então a garçonete recolheu os pratos. Abri mão de metade do meu sanduba e de um monte de batatinhas pra não queimar meu filme. Hehehe... Eu que não ia ser a única na mesa a ficar exercitando as mandíbulas. Brisa, a esfomeada. Eu não!

Adorei essa noite. Adorei ver a vida noturna de Estocolmo. Adorei chegar em casa e ver que a cama está lá esperando por mim. Boa noite.

 



Escrito por Brisa às 12h52
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QUINTA, 19/02/04 - Aventura no ônibus (post com atraso)

Estou sentindo a semana passar como um foguete. Imaginar que já no domingo estaremos voltando pra Lund.

Ficamos o dia todo em casa, na moleza. Hoje o bicho-preguiça resolveu se instalar em mim. Aliás, não só em mim, porque Henrik chegou até a dormir de tarde. Coisa que não me atrevo a fazer, ou acordo muito doida, sem a menor noção de tempo e querendo pegar a primeira pessoa (ou melhor, vítima) que me aparecer pela frente pelo pescoço. Então resolvi passar a tarde lendo “Harry Potter”.

Quando a noite chegou, a coisa ficou melhor. Na verdade, meu ânimo mudou mesmo quando entrei no banheiro pra me arrumar pra sair. O programa de hoje foi uma noitada no apartamento de Krister e Lina.

A aventura começou quando fomos para o ponto de ônibus. Encontramos lá uma senhora, super chateada porque já tinha algum tempo que ela estava esperando pelo ônibus e nada. Aqui é assim, nos pontos tem os horários que os ônibus passam (e são pontuais mesmo). Imagine se a senhora conhecesse o sistema de transporte de Salvador. Coitada!

Os ônibus daqui são equipados com microfone, então o motorista informa o nome das ruas ao longo do trajeto e também comunica aos passageiros as eventualidades do trânsito, como engarrafamentos, acidentes, etc.

De repente, o motorista parou num ponto e avisou que quem fosse além daquele lugar deveria sair do ônibus para pegar outro. Quando todo mundo já tinha descido, ele disse pra todo mundo voltar. Foi uma cena patética, parecia uma “pegadinha”.

Continuamos seguindo o trajeto no ônibus quando, instantes depois, ele parou em outro ponto e o motorista falou a mesma coisa. Todo mundo saiu e pegou o que vinha logo atrás. O que é engraçado e esquisito ao mesmo tempo é que não havia problema algum com o ônibus. Ninguém entendeu direito o que realmente estava acontecendo.

Pegamos o outro ônibus, juntamente com as outras pessoas, ótimo. Agora sim, vamos continuar a viagem numa boa. Hahaha... que piada. O motorista desse ônibus veio informar que estávamos presos num engarrafamento. Até aí, tudo normal. Qualquer lugar tem engarrafamento, por que haveria de ser diferente em Estocolmo? O que ninguém esperava é que o motorista sugerisse que deixássemos o ônibus e seguíssemos a pé. E isso numa ladeira.

Maravilha! Todo mundo, crianças, jovens, idosos, seguindo a pé. Chegamos no meio da ladeira e encontramos a causa do transtorno: um caminhão descarregando mercadorias e tomando a rua toda. Atrás desse caminhão estava um ônibus da mesma linha que pegamos antes. Ou seja, muita sorte nossa, ou gastaríamos uma nota num táxi, pra não mofar no próximo ponto de ônibus.

Mais nenhum imprevisto aconteceu e chegamos ao apartamento de Krister.

Ele preparou uma pizza maravilhosa. Jogamos um pouco de “Need for Speed” no XBOX (corrida de carros) e “Mario Party 4”, no Game Cube.

Saímos de lá à meia-noite e pegamos o ônibus de volta pra casa. Chegamos cansados e agora vamos dormir.

 



Escrito por Brisa às 12h47
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QUARTA, 18/02/04 - O mundo de Sofie (post com atraso)

Poderia ter dormido melhor essa noite. Fiquei próxima à parede, que estava super gelada, e acabei congelando por osmose. Um edredom (de casal) não ajudou muito porque ora eu puxava tudo pra mim, ora Henrik fazia o mesmo.

De manhã fomos rapidamente ao banco trocar uma grana por moedas, pra pagar a diária do estacionamento aqui na rua onde Connie mora. Caro pra caramba: 100 coroas por dia. Ainda bem que fim de semana é de graça.

Hoje passamos o dia com o irmão de Henrik, Bjarne, e família. Chegamos ao apartamento deles por volta de meio-dia e meia. Sofie, a filha deles, já está super crescidinha (na última vez que a vimos, ela tinha uns 4 meses de nascida). Agora ela tem 9 meses, chegando aos 10, e começando a criar sua personalidade. Uma figura, toda fofinha e engraçada. No início, estava toda tímida. A gente falava com ela, e ela virava o rosto, olhando pra o chão. Mas tempos depois, começou a aprontar. Engatinhando de um lado pra o outro; se levantando e andando pela casa, se apoiando nos móveis e no que mais achar pela frente; fazendo um monte de cara e sons engraçados.

Demos uma caminhada, nós três e meio, pela cidade. Conheci um trecho super tranqüilo de Estocolmo, com um campo aberto ótimo para fazer caminhadas, piquenique, tomar sol no verão.

Na volta passamos num shopping center, onde Bjarne foi comprar alguns ingredientes para o jantar. De lá, seguimos para o apartamento.

Conversamos muito durante a tarde e nos divertimos com Sofie. Acompanhamos o lanche dela. Adora pão com queijo cremoso. Faz a maior lambança, deixando Bjarne cheio de “ugh”. Me acabei de rir com ela comendo banana. Ele dava um pedacinho pra ela numa colher, ela pegava e metia na boca na maior voracidade, e devolvia a colher pra ele dar mais. É sobrinha de Henrik mesmo. Hahaha...

À noitinha Connie chegou e se juntou a nós. Então esperamos Lena (mulher de Bjarne) chegar do trabalho para jantarmos.

Comemos noodles (macarrão japonês) acompanhado de carne com vegetais. Um escândalo de delicioso, meio picante, meio agridoce, um sabor maravilhoso.

Passamos mais algum tempo por lá após a janta e então voltamos pra casa. Só agora estou sentindo as minhas pernas cansadas. Não é fácil andar com tanto gelo na calçada, exige um certo esforço das pernas.

Agora vou me preparar pra dormir. Amanhã à noite encontraremos Krister novamente. Durante o dia, provavelmente, ficaremos em casa.

É isso aí. Hora de dizer “fui”!

 



Escrito por Brisa às 12h40
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TERÇA, 17/02/04 - Pé na estrada (post com atraso)

Finalmente! Hoje sim, seguimos viagem.

Acordamos às 7h15, tomamos café, checamos tudo direitinho pra ver se não estávamos esquecendo algo, e deixamos Ängelholm às 8h35. Acabamos não comprando nada pra levar na viagem. Qualquer coisa, a gente parava numa loja de conveniência, em algum posto de gasolina, na estrada.

A viagem foi super agradável e as músicas que selecionamos pra escutar no caminho foram muito bem escolhidas. Nos entretemos bastante cantando, brincando, fazendo caras e bocas com o repertório super eclético. A trilha sonora fez com que a viagem cansativa fosse mais leve.

No meio do caminho a paisagem mudou completamente. Pegamos uma nevasca danada, acompanhada de muita neblina. Não dava pra ver praticamente nada do que estava à nossa frente. Henrik precisou dobrar a atenção ao dirigir. Muitos rochedos estavam cobertos por um véu de gelo. Cada cena super interessante. Como se antes tivesse ali alguma cachoeira, e que de repente a água foi congelada no meio do caminho. Só se via um véu pendurado.

Cerca de 1 hora mais tarde a neblina tinha praticamente desaparecido, ainda bem. Eu já estava super tensa – imagine se quem estivesse no volante fosse eu.

No final das contas, fizemos todo o trajeto em 6 horas (contando duas paradas: uma pra fazer pipi e compra rango e a outra pra abastecer o carro).

Chegamos em Estocolmo e fomos encontrar Krister, amigo de Henrik, na Universidade. E que universidade! Estrutura da zorra. Uns 6 prédios super bem equipados, com uma biblioteca maravilhosa e com um monte de computadores de última geração. Fizemos um “tour” pra conhecer toda a área e pirei com o que vi. Imagino que seja uma fortuna estudar ali.

De lá viemos pra o apartamento de Connie, irmã de Henrik. Foi ótimo reencontrá-la. Ela sempre alto-astral, conversando e brincando muito. Cedeu o apê pra gente ficar hospedado aqui nos próximos dias, na maior gentileza.

Ela preparou um jantar super gostoso: nachos com salada e carne moída. Alguns instantes depois chegou Flávio, namorado dela. Descendente de italianos, ele é super gente fina. Ótimo senso de humor, conversador, sempre alegre. Ficamos todos vendo TV e tomando café (no meu caso, chá) com bolo de especiarias. Assim fechamos a noite.

Amanhã vamos passar o dia com Bjarne, irmão de Henrik, e família. Mas isso é assunto pra outro post. Vou é dormir agora porque o sono está atacando de vez.

Até amanhã, com mais novidades de Estocolmo.

 



Escrito por Brisa às 12h35
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Carro em ponto de bala

Vixe! Acabei de me tocar que no post anterior em algum momento escrevi que hoje de manhã estaria viajando pra Estocolmo. Que nada, é amanhã. Hoje ainda tive essa segunda chance de entrar na net. Acho que é a empolgação, a ansiedade pra pegar logo estrada.

Já recarreguei a bateria da digital, porque se rolar alguma coisa interessante no trajeto não posso perder a chance de registrar.

Acordei hoje antes das 9 da manhã. Fiquei lendo ”Harry Potter e a Pedra Filosofal” (agora sim, eis o nome do livro, na íntegra). Henrik acordou bem tarde, lá pelas 11 horas. Foi um dia ótimo pra ele porque, finalmente, o carro ficou pronto. Teve que trocar toda a parte elétrica (esse povo fanático por BMW é tudo doido: prefere pagar uma grana pra botar o carro velho pra andar a investir num carro novo). Eu nem discuto – o dinheiro não vai sair do meu bolso mesmo... Enfim, a viagem está garantida. Não sei como seria caso o carro não ficasse pronto ainda hoje.

O dia aqui em Ängelholm foi super calmo. Li bastante, ouvi música (acreditem, escutei mais de 20 músicas do Balão Mágico, que tenho aqui em mp3 – maior cheiro de naftalina no ar. Hehehe).

A mãe de Henrik me deu 500 coroas suecas como presente de aniversário antecipado, pra eu gastar lá em Estocolmo. Fiquei super surpresa com a surpresa. Legal, né? Por essa eu não esperava mesmo.

Bem, eu vou me preparar pra dormir porque amanhã vai ser um longo dia. Se tiver chances, mando notícias em breve.

Inté mais vê.

 



Escrito por Brisa às 23h00
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Uma trilha pra viajar

Que maravilha poder escrever hoje no blog. Surpresa pra mim e pra vocês, espero.

É que aqui na casa dos pais de Henrik tem computador, então pude acessar hoje. Mas amanhã a mordomia acaba, porque na casa da irmã dele, em Estocolmo, a conexão é via telefone, então não rola. Ir pra casa dos outros e ainda dar prejuízo é muita cara-de-pau.

Bom, hoje o dia foi bem tranqüilo e sem grandes acontecimentos. Durante o dia ficamos selecionando algumas músicas para ouvirmos durante a viagem. São cerca de 6 horas daqui de Ängelholm até Estocolmo. Fizemos uma coletânea bem legal, com vários estilos diferentes, incluindo duas faixas com música brasileira: Chico Buarque (Vai Passar) e Toquinho (O Caderno).

Eu tô com um CD de Djavan, pirata, que foi gravado no Brasil ainda. Mas não tem jeito de funcionar nem no CD player de casa nem do carro. Só porque foi gravado em Mac. Sacanagem.

Chegamos aqui em Ängelholm no meio da tarde. Passei boa parte do tempo lendo “Harry Potter”, o primeiro da série (ganhei de Henrik no sábado). É excelente e perigoso, porque você não quer fazer mais nada, a não ser ler. Estou adorando e decidi que quero ler todos os outros livros.

Amanhã vamos comprar algumas coisas pra viagem. Água, algum lanche, sei lá mais o quê. Acho que vai ser bom levar alguma fruta. Banana, pra dar mais energia. Tá aí uma boa pedida.

Quase meia-noite aqui. Vou nessa porque o sono está atacando e quero uma noite bem dormida. Galera de casa, tudo ótimo por aqui e se eu tiver chances de usar a internet em Estocolmo, mando notícias, ok? Senão, só na volta mesmo.

Beijão e aproveitem a semana.



Escrito por Brisa às 23h58
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Dia dos Namorados

Eu preciso começar esse texto contando como terminou a noite de ontem.

Hoje é Dia dos Namorados. Eu tinha em mente passar o dia de ontem fazendo uma decoração especial no apartamento. Bolas de soprar de coração, ursinhos, velas… Era pra ser tudo surpresa pra quando Henrik voltasse do trabalho. Mas com ele em casa (se recuperando de uma crise de garganta), acabou não dando certo. Então tive que improvisar. Deixei que ele fosse dormir antes de mim e fui pra o computador, fazer algumas impressões. Inventei de colar na parede um I LOVE YOU (cada palavra em uma folha) juntamente com um cartão. Fiz tudo no maior cuidado, pra que ele não acordasse e estragasse a surpresa. Hoje de manhã ele viu e adorou. Valeu a pena ir pra cama quase as 2 da manhã.

Resolvemos comemorar almoçando num restaurante chinês. Comemos um macarrão misturado com bambu, frango, carne e camarão. Esqueci o nome desse prato. Estava delicioso. A sobremesa foi banana caramelada com sorvete. Hmmm… só de lembrar me dá vontade de comer de novo.

De lá seguimos pra passear pelo centro da cidade. Muitas lojas funcionando, muita gente pelas ruas, o maior movimento. Um monte de coração de um lado pra o outro.

Fomos numa loja de alimentos importados. Várias coisas de tudo que é canto do mundo. Achei feijão fradinho e tudo, mas procurei azeite de dendê e não tinha. Senão ia rolar moqueca e acarajé na Suécia. Ora se ia!

Voltando pra casa, passamos numa mercearia e compramos batata-frita pra de noite. Michael, amigo nosso, veio ver TV com a gente. Assistimos ao final de ”Robinson”, o “No Limite” da Suécia. Foi bem legal, a decisão foi feita ao vivo. A televisão sueca é muito interessante, primam pela alta qualidade do conteúdo, ganham audiência sem precisar de qualquer apelo. Pra vocês terem uma idéia, um casal foi formado durante “Robinson”, e eles não mostraram uma única cena de beijo ou intimidade dos dois em todo o programa. É outro padrão, tem outro valor. Impressionante.

Bom, estou digitando esse texto na pressa, porque estou caindo de sono e com a garganta começando a doer. Estava bem frio lá fora, e acho que isso me afetou um pouco. Espero acordar melhor amanhã.

Falando em amanhã, estarei viajando com Henrik pra Estocolmo na terça-feira. Mas passaremos o domingo e a segunda na casa dos pais dele. Ou seja, nos próximos 7 dias estarei sem postar novas mensagens. Mas, quando voltar, atualizarei o blog, pois estou levando um caderno pra, diariamente, descrever os acontecimentos.

É isso aí pessoal. Boa semana pra todo mundo e em breve voltarei com muitas novidades.

Até mais.

 



Escrito por Brisa às 23h42
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Henrik Blog of 13 February 2004

O blog de hoje vai ser bem diferente. Pedi a Henrik que fosse o autor do texto de hoje e assumisse o meu papel. Confira a seguir.

I woke up early in the morning. It was still dark outside and I think the time was around 7.00 I went down from bed to close my computer who has been on all night because I was downloading some mp3 songs and a game. Brisa was still sleeping and after I was in bathroom I went up to her. But I found out that I couldn’t sleep any more. So after 10-15 min lying nervous in the bed with the thought that I can’t sleep more I went down again. I lie down on the sofa and get connected to Internet. On MSN I meet a friend of me his name is Steelduck. And I ask him if he have seen the new sonyericsson phone. And he confirmed that he didn’t so I send him a promotional video of this and he like it a lot. Later he sends me a URL of a flash game. It was a funny game that gave me lots of mind works. The game was like this you were in an 3d room and you should try to get out from the room so you were looking for tools in this room like keys and other things and it was cool. After 1 hour I think of trying to solve the puzzle we make it. Brisa did now wake up and I show her game. She makes it fast. But I help her little bit. But I was surprised!

 

I make a breakfast for us Brisa was not that hungry today and then we were not doing anything special I was looking at TV and sometimes I was online and surfing. At lunch time we make a Chinese food after own creativity and it was very nice. I went to bed and read some page of the Nobel price winner J.M Coetzee book Disgrace. It is a very easy book to read with an interesting story. After some chapter I feel tried and fall to sleep. Brisa wake me up after I don’t know how long but an hour I think and she told me that we should leave back the DVD movie we have rent. The movie we saw yesterday was an Anime movie named Cowboy Bebop. 

 

It has been darker outside and we have lots of fog. But this is Lund it have a magical atmosphere sometimes.  By the way home from the video store we went to a hamburger restaurant and order 2 burgers to take home. These Burgers was very tasty. I had one with chickens and Brisa had a big one with meat.

 



Escrito por Brisa às 19h36
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Cowboy Bebop

Estou aqui me lembrando de um desenho japonês que marcou muito a minha infância: As Aventuras de Cacá. Até hoje eu lembro da trilha de abertura, o que seria uma maravilha encontrar pela net. As histórias eram verdadeiras aulas de filosofia, com ilustrações delicadas e personagens puros. Tenho uma sensação maravilhosa quando me lembro desse desenho.

Passei minha pré-adolescência assistindo (ou engolindo) àqueles seriados japoneses. Quem não se lembra de Jaspion, Changeman, Giraia (se é que é assim que se escreve)? Ahhh, eu adorava ser a menina que vestia a roupa rosa no Changeman. Me sentia a própria, fazendo as poses bizarras e tudo. Que ughhhhhhhh quando lembro disso.

Eu achava aqueles monstros japoneses horríveis. Não que me dava medo, pavor. Muito pelo contrário. Eram mal feitos, bizarros, aquilo ali não assustava ninguém.

E pra combater os monstros? Transformers! Aqueles carros que viravam robôs imensos, todos durengos, péssimos.

Aí agora, depois dos 25, vejo a gurizada curtindo novamente desenhos japoneses. Pokemon, Dragon Ball Z, Digimon. Meu primo era tão viciado em Pokemon que acabei, por osmose, aprendendo a música de abertura. Começava o desenho, tava eu lá cantando de me acabar.

Hoje eu tive contato com um outro desenho japonês: Cowboy Bebop. É uma espécie de seriado, e então resolveram fazer o longa-montragem. Assistimos aqui o DVD.  Foi quando a ficha caiu de vez e eu percebi que nem todo desenho japonês é igual. Cowboy Bebop tem uma narrativa diferente, os personagens são livres, pertencem ao mundo. A trilha da animação é, quase toda, de jazz. Imagine um desenho japonês com jazz. Não parece revolucionário? E ainda tem momentos em que a fotografia é fantástica. Um jogo de cores, efeitos, ângulos…

Confiram o trailler e depois sondem por aí pra saber se já chegou às locadoras.

http://cinema.terra.com.br/videos/interna/0,,OI35357-EI1176,00.html

Divirtam-se!

 

 



Escrito por Brisa às 22h22
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Neca de pitibiriba

Nada aconteceu ontem, e por isso não tive o que escrever no blog. Pra não dizer que foi um dia “inexpressivo”, vou dizer que foi um dia água com açúcar. Melhor do que nada, né?

Fiquei de plantão em casa até o meio da tarde porque tinha um carpete que teimava em não secar, e meu horário limite lá na sala de secar roupas era até às 15h.

Mas tudo deu certo. Ficou sequinho da silva. ECAAAAA! Nunca mais uso essa expressão, me lembra o respeitável presidente, que me deixa cada dia mais revoltada sempre que leio os jornais.

Já hoje, Henrik acordou com a garganta doendo. Não conseguia engolir a saliva direito, tava com dor de cabeça, teve uma noite péssima e acabou ficando em casa. Então deixei ele repousando ao máximo, e fui pra cozinha. Preparei um mingau delicioso de aveia com canela pra o café-da-manhã. Ele adorou (só achou que ficou meio doce - e olhe que o povo aqui já gosta de bombons, tortas, bolos…)

Pra o almoço fiz uma batata gratinada com frango desfiado. Modéstia à parte, Brisa Drummond tá matando a pau na cozinha. Tô me achandis!

À tarde, Henrik tava mais disposto e se empolgou pra fazer um doce. Uma camada crocante, que ainda não sei como ele fez, envolvida por chocolate. É bem gostoso, mas é super duro. Cada pedaço que eu mordia me vinha a imagem de minha dentista falando pra eu tomar cuidado com minhas restaurações de resina: ”evite quebrar alimentos duros com os dentes”. Xô perseguição!

Pra o jantar fiz fatias de parida. Exagerei na quantidade do leite, de propósito, e então ficou bem do jeito que eu gosto – super úmido. Hmmmmmmmm... quero mais!

Pronto. Agora estou aqui terminando logo de escrever esse texto, que mais parece curso de culinária, pra visitar alguns sites de animação em seguida.

Então tá. Fui! Hej då!

 



Escrito por Brisa às 20h51
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“TUBLEQUITUBLIM, bolhinha de sabão”

Dessa vez não madruguei pra lavar roupa. Escolhi um horário decente: 15h. Foi o dia inteiro nisso. Desce escada, sobe escada, desce escada, sobe escada... também só assim pra eu malhar.

Conseqüência: o blog de hoje vai ter poucas linhas. (Aêêêê galera da preguiça, gostou, né???)

Nada de fato aconteceu ao longo do dia, a não ser esse cheiro de sabão em pó e amaciante.

Amanhã espero ter novidades e fatos interessantes pra narrar aqui.

Fui!

 



Escrito por Brisa às 20h48
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